quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ex-presidiário é assassinado um dia após receber Alvará de Soltura


Jailson André foi morto no final da manhã de ontem quarta-feira, no Bom Pastor.

Por Thyago Macedo
Foto: Thyago Macedo/portalbo
O ex-presidiário Jailson André Máximo, de 32 anos, foi assassinado, no final da manhã desta quarta-feira (18), quando estava em uma favela no bairro do Bom Pastor, na zona Oeste de Natal. Ele tinha deixado a cadeia nesta terça-feira (17) e, inclusive, estava com um Alvará de Soltura dentro do bolso da bermuda.

O crime, de acordo com policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, aconteceu por volta das 10h, em um local conhecido como favela Frei Damião, que fica por trás do cemitério do Bom Pastor. Os policiais foram acionados após os moradores ouvirem disparos de arma de fogo e encontrarem a vítima estirada no chão. Quando chegou lá, a polícia confirmou que se tratava de um homicídio.

Segundo os policiais do 9º BPM, mais uma vez, a “lei do silêncio” prevaleceu e os moradores da favela Frei Damião não quiseram dar detalhes do homicídio, mesmo o crime tendo acontecido em plena luz do dia. O que se sabe é que Jailson André Máximo não morava na favela, mas tinha endereço fixo na rua Matusalém, também no Bom Pastor.

Os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia também foram acionados e se deslocaram até o terreno onde fica a favela Frei Damião. O local é repleto de barracões e fica em uma área de duna. De acordo com os peritos, a vítima foi alvejada por pelo menos quatro disparos de arma de fogo, sendo que alguns transfixaram, o que indica que os tiros partiram de uma distância pequena.

No bolso de Jailson André, os peritos encontraram o Alvará de Soltura dele, que tinha o número do processo 0001598.95.2008.8.20.0124. A reportagem consultou o sistema online do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e descobriu que o documento é datado de ontem, dia 17.

A vítima do homicídio tinha uma condenação de dois anos pelo crime de furto qualificado, mas recebeu o benefício da liberdade, após cumprir a pena. O corpo de Jailson André foi levado para a sede do ITEP, na Ribeira, onde ficará até que um familiar vá ao Instituto para fazer a liberação. No local do assassinato, os policiais militares não conseguiram localizar nenhum parente da vítima

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