sexta-feira, 29 de junho de 2012

Major da PM é convocado para explicar acusações de homicídio

 

Oficial é apontado por parentes de homem assassinado como autor do crime.

Por Thyago Macedo
Foto: Daniel Morais/portalbo
Leonardo foi morto na madrugada da quinta
O major PM Fernandes, da 1ª CIPM, localizada na região de Macau, foi convocado pelo Comando Geral da Polícia Militar e pela Corregedoria, nesta quinta-feira (28), para prestar esclarecimentos sobre acusações de que ele teria envolvimento com a morte de Leonardo de Souza, de 25 anos, na noite da quarta-feira (27). De acordo com pessoas próximas ao oficial da Polícia Militar, inclusive outros militares, as acusações não passam de calúnia ou de confusão por parte das vítimas.
O jovem Leonardo Souza, de 25 anos, foi executado dentro de casa, no Jardim Progresso, na zona Norte de Natal, com disparos de espingarda calibre 12. Em maio deste ano, ele havia concedido entrevista ao Portal BO afirmando que estava acuado e temendo pela vida e que já havia perdido um cunhado e uma amiga durante dois atentados sofridos por ele.
O jovem contou que passou um ano e oito meses preso por tráfico de drogas e após sair teria se envolvido em uma ocorrência com policiais militares em Guamaré. A partir disso, passou a ser perseguido por policiais que ele não revelou os nomes e, consequentemente, sofreu os dois atentados. Ontem, pela terceira vez pessoas foram matá-lo e conseguiram concretizar o crime.
Leia Mais:
 
 
Após esse homicídio, pessoas próximas a Leonardo denunciaram na Corregedoria que ele teria sido assassinado pelo major Fernandes, o que foi negado pelo oficial, que deverá se pronunciar sobre o caso através de nota. Em contato com o Portal BO, policiais militares da mesma companhia do major Fernandes contestam as denuncias contra ele.
A sargento Sandra Souza, por exemplo, afirma que a contradição ocorre porque no dia e momento do crime, o major Fernandes estava na cidade de Alto do Rodrigues, comandando o policiamento na festa junina. “Testemunhas deverão ser convocadas para confirmar sua presença nas últimas 48 horas na região a qual ele comanda, e com certeza isso provará sua inocência”, afirma sargento Sandra.
A policial lembra ainda que existem também relatórios diários da 1ª CIPM que relatam detalhadamente a permanência do major Fernandes na sua região de atuação, inclusive com horários de deslocamentos entre uma cidade e outra.

Um comentário: