quarta-feira, 10 de outubro de 2012

TRANSTORNO MENTAL AFASTA 151 PM´S NO RIO GRANDE DO NORTE



 

 Por Sd Batista
Fonte: Glaucia Paiva- Blog da Soldado Glaucia


O suboficial Marcos Alexandre Moura Tavares, que atirou no comandante do Policiamento Metropolitano, coronel PM Wellington Alves, está afastado das atividades policiais por causa de problema psiquiátrico. Ele faz parte do grupo de 151 policiais que estão fora do serviço na Polícia Militar do Rio Grande do Norte para tratamento de saúde de patologia da mesma natureza.
Diretor geral do Hospital Pedro Germano Filho, o coronel médico Kleber Cavalcanti informa que de acordo com último boletim expedido em 17 de setembro deste ano, havia 280 praças e oficiais afastados dos serviços, sendo que 42,4% dos homens estão em tratamento de saúde por causa de transtornos mentais, o que corresponde pela maior parte das licenças médicas.
Kleber Cavalcanti disse que o segundo maior motivo de licenças médicas são patologias da área de ortopedia, com 83 pacientes ou 39,4% dos casos de afastamento do serviço, “o que é inerente a profissão de militar,” por causa de ferimentos recebidos em serviço, devido tiros, pancadas, quedas e acidentes.
Para Cavalcanti, o número de policiais afastados por doenças “é considerado baixo”, diante de um efetivo atual de 9.600 praças, suboficiais e oficiais da Polícia Militar do RN, tanto que apenas 46 homens (18,1%) estão de licença por causa de problemas clínicos.
No caso do suboficial Marcos Alexandre Taveira que é lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Parnamirim e atirou no superior hierárquico devido a um surto psicótico, o comandante da PM, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva informou que a junta médica da corporação o afastou das atividades policiais para tratamento de saúde já em fevereiro deste ano. Portanto, o subtenente, que é considerado também “uma vítima” pelo seu comandante, tinha passado pela perícia de um psiquiatra da equipe multidisciplinar da junta médica, como também já tinha sido atendido pelo psiquiatra Franklin Capistrano. “O policial pode ser atendido por qualquer outro profissional”, disse Araújo Silva.
O presidente da junta médica da PM, major Paulo e Eduardo Cavalcanti que vai se pronunciar depois que conversar com a família de seu paciente. O subtenente Tavares passou por exame de corpo de delito no Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) e depois de ficar preso até pela manha de ontem no Comando do Policiamento Metropolitano, foi transferido para o Batalhão do BP Choque, em Lagoa Nova. O subtenente deverá passar por outra da junta médica e e em seguida transferido para um hospital psiquiátrico.

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